Recomendações

Orientação de Recebimento e Armazenamento dos Revestimentos Cerâmicos
  1. Introdução: 

– É comum surgirem dúvidas sobre a correta forma de movimentação, transporte e armazenagem de produtos cerâmicos, bem como situações de avarias (riscos, lascamentos, quebras, manchas, etc.) decorrentes de falhas em uma ou mais destas etapas, que “danificam e comprometem os produtos cerâmicos” antes de seu assentamento

  1. Objetivo:

– Buscando auxiliar nossos clientes, colaboradores, transportadores e interessados, o grupo Incepa Roca traz neste material Recomendações Gerais (para todas as etapas) e Recomendações Específicas (para cada uma delas), “potencializando assim os cuidados necessários” para garantir a integridade dos produtos cerâmicos “até a sua utilização”.

  1. Recomendações Gerais: (Para todas as etapas)

Contrate mão de obra especializada, (com experiência em produtos cerâmicos);

Evite impactos de qualquer natureza;

– Para evitar cantos, lascas e quebras nunca deposite “caixas de produtos cerâmicos” diretamente em pisos de concreto ou em outras superfícies rígidas; “mesmo que
temporariamente”;

– “Preferencialmente” não movimente, transporte ou armazene produtos cerâmicos sob chuva ou garoa, evitando o umedecimento, degradação das embalagens e patologias futuras (manchas, marcas de tardoz, etc.);

  1. Recomendações Específicas: “Para cada uma das Etapas

4.1. Recomendações para a Fase de Movimentação (Movimentação Manual e com Empilhadeira);

Movimentação Manual:

 – Preferencialmente carregar uma caixa por vez, “sempre respeitando” a capacidade física inerente a cada trabalhador, evitando assim acidentes e/ou avarias nos produtos movimentados por excesso de carga.

– Em situações de fardos (blocos de 2 ou 3 caixas cintadas para melhor estabilidade de transporte), movimente estes fardos em 2 carregadores (conforme peso). Ou já no destino final (após
transporte) desmanche estes fardos para carregamento individual por caixa (cuidando para não danificar as caixas);

Movimentação com Empilhadeiras:

Nunca movimente pallet’s se estes não estiverem estrechados (plastificados) e com as caixas  devidamente cintadas (amarradas);

Não realize movimentos bruscos, evitando deslocamento das caixas e avarias;

Não transite com empilhadeiras em terrenos acidentados, evitando impactos e quebras;

4.2 Recomendações para a Fase de Transporte:

Realize o carregamento “sempre respeitando” o limite máximo para empilhamento e disposição dos pallet’s e caixas para esta etapa (Conforme Tabela de Empilhamento em anexo);

Nunca realize o deslocamento sem a carga estar devidamente amarrada e/ou cintada, pois ocorrerão movimentação nos pallet’s e caixas sobre o caminhão, danificando os produtos transportados;

É expressamente proibido “acomodar outros tipos de materiais sobre produtos cerâmicos” (cimento, grãos, maquinários, etc.)

4.3 Recomendações para a Fase de Armazenagem:

– O local para armazenagem de produtos cerâmicos deve ser de acesso controlado, coberto, arejado, livre de umidade, com contra piso regular “sem crateras, trincas, etc.”
e principalmente, resistente a carga que irá receber

– Para empilhamento de pallet’s com segurança o grupo Incepa Roca recomenda nunca exceder 4,20m de altura, e proceder o empilhamento nesta etapa (conforme Tabela de Empilhamento em anexo);

Também por segurança, em observância a NR-11, item 11.3.4 do Ministério do Trabalho sempre deixar as pilhas de pallets com uma distância mínima de 50 cm de elementos estruturais de edifícios como pilares, vigas e paredes;

– Para empilhamento de caixas soltas “sempre respeitar” a posição de empilhamento das caixas e empilhamento máximo permitido por formato, “evitando assim avarias nos produtos” durante a fase de estocagem;

– Para evitar mistura de produtos, tonalidades e calibres sempre armazenar produtos distintos em pallet’s separados, deixando as referências das caixas para fora do pallet, facilitando a identificação
e conferência.

– Para produtos com a mesma descrição “Nome”, porém com tonalidades e calibres diferentes “redobrar a atenção”, sempre deixando os mesmos longe uns dos outros no armazém e devidamente identificados.
Obs.: Se possível “restrinja o acesso para um dos lotes” até a certeza da utilização do outro por completo.

6 Tabela de Empilhamento de Pallet’s e Caixas por Formato:

CLASSE FORMATO Empilhamento Máximo de Pallet’s (Estático) Empilhamento Máximo de Pallet’s (p/Transporte) Empilhamento Máximo Caixas Soltas (Estáticas) Posição Empilhamento Caixas Soltas (Estáticas) Empilhamento Máximo Caixas Soltas    (Transporte) Posição Caixas soltas (p/transporte) Ou Empilhamento Máximo Caixas Soltas    (Transporte) Posição Caixas soltas (p/transporte)
Parede (Cxs. H) 3×6        (Pçs V) 4 2 6 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Horizontal   X X
Parede (Cxs. H) 11 X 11 (Pçs V) 4 2 6 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Horizontal   X X
Parede (Cxs. H) 11 X 25 (Pçs V) 3 2 5 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Horizontal   X X
Parede (Cxs. H) 15×15   (Pçs V) 3 2 6 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Horizontal   X X
Parede (Cxs. H) 15 X 20 (Pçs V) 3 2 6 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Horizontal   X X
Parede 7mm 24 X 33 4 2 4 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 24 X 59 4 2 4 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 25 X 60 4 2 4 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 27 X 43 4 2 4 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 7mm 29.6 X 40 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 30 X 70 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 30 X 90 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 6mm 32 X 59 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 8,2mm 32 X 59 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 32 X 59 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 33 X 45 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 8mm 33 X 60 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Parede 6mm 33 X 60 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
CLASSE FORMATO Empilhamento Máximo de Pallet’s (Estático) Empilhamento Máximo de Pallet’s (p/Transporte) Empilhamento Máximo Caixas Soltas (Estáticas) Posição Empilhamento Caixas Soltas (Estáticas) Empilhamento Máximo Caixas Soltas   (Transporte) Posição Caixas soltas (p/transporte) Ou Empilhamento Máximo Caixas Soltas    (Transporte) Posição Caixas soltas (p/transporte)
Parede 33 X 60 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Piso 14.5 X 14.5 3 2 5 Caixas na Horizontal 3 caixas Caixas na Horizontal   X X
Porcelanato 15.4 X 61 4 2 5 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Porcelanato 19,3 X 60 4 2 5 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Porcelanato 19.3 X 120 4 2 5 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Porcelanato 24.5 X 100 4 2 5 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Porcelanato 29.5X120 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Porcelanato 30 X 60 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Porcelanato 30.5 X 61 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical   X X
Mosaico 30.6 X 30.6 2 1 5 Caixas na Horizontal 3 caixas Caixas na Horizontal   X X
Porcelanato 31 X 61 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 4 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 33 X 33 5 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 5 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 39.5 X 80 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou X X
Piso 7mm 40 X 40 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 3 caixas Caixas na Horizontal
Piso 43 X 43 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 5 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 43.5 X 43.5 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 5 caixas Caixas na Horizontal
Piso 7mm 44.5 X 44.5 5 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 3 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 8 mm 44.5 X 44.5 5 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 4 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 44.5 X 44.5 5 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 6 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 44.5 X 90 4 2 3 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou X X
Porcelanato 54.4 X 54.4 5 2 2 Caixas na Vertical Não empilhar Caixas na Vertical Ou 6 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 8mm 60 X 60 5 2 10 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 6 caixas Caixas na Horizontal
CLASSE FORMATO Empilhamento Máximo de Pallet’s (Estático) Empilhamento Máximo de Pallet’s (p/Transporte) Empilhamento Máximo Caixas Soltas (Estáticas) Posição Empilhamento Caixas Soltas (Estáticas) Empilhamento Máximo Caixas Soltas    (Transporte) Posição Caixas soltas (p/transporte) Ou Empilhamento Máximo Caixas Soltas    (Transporte) Posição Caixas soltas (p/transporte)
Porcelanato 8,5mm 60 X 60 5 2 15 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 6 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 60 X 60 5 2 15 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 6 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 60 X 120 (Pçs V) 2 1 10 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 5 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 61 X 61 5 2 15 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 6 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 80 X 80 4 2 15 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 6 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato Lâm. (caixote) 80 X 120 (Pçs H) 2 1 1 “Caixote” na Vertical Não empilhar “Caixote” na Vertical Ou X X
Porcelanato 90 X 90 3 2 15 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 5 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato (caixote) 90 X 180 (Pçs V) 1 1 1 “Caixote” na Vertical Não empilhar “Caixote” na Vertical Ou X X
Porcelanato 100 X 100 2 1 15 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 5 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato (caixote) 100 X 300 (Pçs H) 2 1 1 “Caixote” na Vertical Não empilhar “Caixote” na Horizon. Ou X X
Porcelanato 120 X 120 2 1 15 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 5 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato 150 X 75 (Pçs H) 1 1 10 Caixas na Horizontal Não empilhar Caixas na Vertical Ou 5 caixas Caixas na Horizontal
Porcelanato (caixote) 150 X 300 (Pçs H) 5 1 1 “Caixote” na Vertical Não empilhar “Caixote” na Horizon.   X X

 

Atenciosamente,

 

Departamento de Assistência Técnica

Incepa Revestimentos Cerâmicos Ltda.

Tel. (41) 2105-2500 (opção nº 2)

E-mail: assistência.incepa@incepa.com.br

1. O que são grandes formatos?

– A Incepa Roca considera grandes formatos revestimentos cerâmicos para parede com área igual ou superior a 2100cm2 (a partir do formato 30x70cm) e pisos cerâmicos ou porcelanatos com área igual ou superior a 3600cm2 (a partir
do formato 60x60cm), ou quando um dos lados for igual ou superior a 100cm.

2. Dicas Preliminares Importantes:

– Mão de obra qualificada: Antes de contratar o profissional azulejista certifique-se de que este tenha boa experiência no assentamento de produtos cerâmicos, preferencialmente em grandes formatos. Se possível
busque indicações, referência, solicite fotos e avalie trabalhos anteriores do profissional a contratar, buscando assim atestar se a qualidade da mão de obra ofertada atende as expectativas para o trabalho que se deseja realizar.

Importante: A Incepa não se responsabiliza por danos causados ao(s) produto(s) provenientes de manuseio incorreto ou falhas de mão de obra ocorridas no processo de aplicação.

– Ferramentas Adequadas: Atenção! A falta de ferramentas ou acessórios específicos, desgastados ou em péssimo estado de conservação são fortes indicadores de possíveis problemas na fase de assentamento de grandes
formatos, seja pelo excesso de quebras gerado na tentativa de realização de cortes, (discos e videas desgastadas ou de má qualidade), cortes com acabamentos imperfeitos (tortos, com aspecto serrilhado, etc.), assentamento irregular
com peças desalinhadas e/ou fora de nível (falta de espaçadores e niveladores adequados), entre outros problemas gerados pela não utilização de máquinas, ferramentas e acessórios apropriados que potencializam a qualidade de
assentamento.

– Máquinas, Ferramentas e Acessórios Recomendados:

– Argamassa Colante: Verificar qual argamassa utilizar para a tipologia de produto a ser aplicado e seguir
rigorosamente as instruções do fabricante quanto ao modo de preparo. Abaixo tabela indicativa de argamassa
para

cada tipologia de produto Incepa /Roca:

Tipologia de Produtos Tipo de Argamassa Recomendada
– Revestimentos cerâmicos de uso interno Argamassa do tipo ACI
– Pisos Puro Grés Argamassa do tipo ACII
– Porcelanato Técnico e Esmaltado Argamassa do tipo ACIII, Piso sobre Piso, Específica para Porcelanato

Observações:
– Além das argamassas indicadas acima existem argamassas específicas para grandes formatos, importante avaliar desempenho e relação custo benefício para cada opção, buscando assim identificar melhor
escolha.

– Para aplicação em frente de churrasqueira, lareiras, sobre outras cerâmicas , ou situações específicas consultar fabricante de argamassa.
– Para aplicação de pisos e porcelanatos em fachadas e paredes com argamassa
colante a altura máxima permitida é de 3 metros. Superior a esta altura, a Incepa recomenda a aplicação com a técnica de fachada ventilada.
– Conforme norma NBR-ABNT 13753:1996 peças com área igual ou superior a 900cm2
devem ser aplicadas com o auxílio de desempenadeira denteada (dentes 8mm) e dupla colagem de argamassa (argamassa no verso da peça e no contrapiso a assentar).

– Vistoriando e Conhecendo o Produto: Antes de iniciar a aplicação certifique-se de que o produto a ser assentado é recomendado para o local que se destina (PEI ou grau de utilização, coeficiente de atrito, etc.,),
se a quantidade comprada atende com folga a área a ser revestida (contabilizando % para perdas e recortes, mais peças para manutenções futuras) e se as caixas do produto são da mesma referência, tonalidade, calibre, etc. Imprescindível
também ler as orientações impressas na embalagem pelo fabricante, estas relatam exigências normativas e características específicas do produto a aplicar que influenciam diretamente na forma correta de seu assentamento, como
junta mínima, classe de variação de tonalidade, amarração máxima permitida, sentido da seta, etc.

– Exemplo 1 – Sempre seguir a junta mínima recomendada pelo fabricante (Para produtos retificados e borda plana a junta mínima recomendada é de 1mm).

– Exemplo 2 – Para aplicação desencontrada a amarração máxima permitida é de 15%

Observação:
A Incepa não se responsabiliza por erros de assentamento provenientes do não seguimento das orientações recomendadas pelo fabricante e /ou exigíveis por norma.

– Checagem do Contrapiso: Deve ser executado em conformidade com a norma ABNT-NBR13753:1996 “Revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante”, abaixo algumas das
principais recomendações:

– Deve ser realizado com antecedência mínima de 14 dias em relação ao assentamento do revestimento cerâmico, buscando diminuir o efeito da retração da argamassa sobre o piso cerâmico a ser executado.

– O acabamento da superfície do contrapiso deve ser áspero obtido por sarrafeamento ou ligeiro desempenamento, contribuindo assim para melhor aderência da argamassa.

– Caimentos:

– Ambientes internos não molháveis, como quartos e salas ( em nível ou com caimento máximo de 0,5%);
– Ambientes internos molháveis, como cozinhas, lavanderias ( recomendado caimento de 0,5% e máximo de 1,5%);
– Box de
Bwc caimento entre 1,5% a 2,5%;
– Ambiente externo recomendado caimento mínimo de 1%;

– Juntas de Movimentação e Dessolidarização:

– Deve ser executada a Junta de Movimentação em interiores quando a área do piso for igual ou maior que 32m2, ou quando um dos lados for maior que 8m.

– Deve ser executada a Junta de Movimentação em exteriores quando a área do piso for igual ou maior a 20m2 ou quando um dos lados for maior que 4m.

– No perímetro de área revestida e no encontro com colunas, vigas e saliências deve ser executado a Junta de Dessolidarização.

3. Passo a Passo para o Assentamento de Pavimentos Grandes Formatos:

– Iniciar Assentamento Somente Após Conclusão Das Etapas Abaixo:

– Revestimentos de Parede;
– Revestimentos de Teto;
– Fixação dos Caixilhos;
– Execução da Impermeabilização;
– Instalação de tubulações e eletrodutos embutidos no contrapiso;
– Ensaio das tubulações e eletrodutos
embutidos no contrapiso quanto a estanqueidade e desobstrução;

– Verificação da Base e Contrapiso;

– Iniciar o assentamento respeitando o tempo mínimo de cura da base de concreto que é de 28 dias e do contrapiso que é de 14 dias. Obs.: (Para processo normal de cura, caso seja utilizado aditivos aceleradores
de pega/cura este período pode ser reduzido);

– Certifique-se de que a base e/ou contrapiso esteja(m) em conformidade com a NBR13753:1996 (nível, caimento, superfície, etc.). Caso sejam identificadas irregularidades, será necessário realizar camada de regularização segundo
as normas técnicas para adequação.

– Verifique a impermeabilização, caso superfície da base ou contrapiso esteja sempre úmida, molhada ou com sinais de eflorescência será necessário refazer a impermeabilização. (Não iniciar o assentamento);

– Confirmar se as juntas estruturais ou de movimentação foram executadas em conformidade com o projeto e normas vigentes, lembrando que, estas juntas no assentamento do pavimento ou revestimento cerâmico deverão ser respeitadas;

– Por último, com o auxílio de uma espátula remova calombos de cimento, argamassa, restos de gesso, cola entre outros materiais aderidos ao contrapiso que possam prejudicar no nivelamento das peças e em seguida efetue a varrição,
eliminando qualquer tipo de resíduo e partículas soltas que possam formar película e comprometer a aderência da argamassa.

– Argamassa;

– Argamassa indicada: Conforme dicas preliminares a argamassa do tipo ACII é recomendada para aplicação de Pisos Puro Grês, e a argamassa ACIII é indicada para aplicação de Porcelanatos. Existem também argamassas específicas para
aplicação de grandes formatos (consultar fabricante, avaliar custo x benefício);

– Consumo : Consumo médio de 7,5kg/m2 (desempenadeira de 8 mm e dupla camada conforme NBR13753:1996).

– Preparo: Colocar a medida de água indicada na embalagem pelo fabricante em um balde e sob agitação do misturador ir acrescentando o composto em pó da argamassa até o seu final, manter agitação até se obter mistura homogênea,
sem grumos, pastosa e aderente. Para os aditivos iniciarem sua ação faz-se necessário deixar a mistura repousando por período indicado pelo fabricante (verificar embalagem, em média 15 minutos), posterior este período agitar
novamente e pronto, a argamassa esta pronta para uso. Obs.: Nunca adicionar mais água que o recomendado pelo fabricante.

– Tempo de utilização: Após preparo, utilizar a argamassa em até 2 horas e 30minutos, sendo vedado a adição de água e outros produtos.

– Conforme norma NBR-ABNT 13753:1996 peças com área igual ou superior a 900cm2 devem ser aplicadas com realização de dupla colagem de argamassa (argamassa no verso da peça e no contrapiso a assentar).

Planejamento:

– Disposição das peças: Antes do início da colagem é recomendado revisar a paginação, certificando que a disposição das peças escolhida é a que melhor valoriza o produto e o ambiente, vindo a simular e prevenir imprevistos, evitar
excesso de recortes, respeitar as juntas de movimentação e dessolidarização, atender o efeito estético desejado, etc.

Obs: Para produtos que imitam pedras, madeiras, cimentos, entre outros e que propositalmente apresentam variação de tonalidade e / ou textura (classes de variação de tonalidade V2, V3 ou V4), também é recomendado
abrir algumas caixas e montar painel com as peças soltas no contrapiso, dispondo de forma homogênea e aleatórias as variações presentes até se obter o efeito desejado, posterior, realizar o assentamento e repetir o processo
até finalização do ambiente.

– Exemplo – Produto Variação de tonalidade (Classe V3)


– Execução:

– Identificando a Seta para Direcionamento da Aplicação:

– Retire a peça da embalagem e identifique no verso da peça (tardoz) a seta orientativa. Esta seta serve para direcionar o assentamento ou seja, todas as peças deverão ser assentadas apontando para uma única direção.

Obs: O problema é que com a aplicação da argamassa no tardoz a seta fica encoberta, gerando assim margens para falhas de aplicação. Para que isto não ocorra, a Incepa recomenda com um lápis riscar a lateral da
peça que contém a seta (espessura). Desta forma, mesmo após aplicação da argamassa e cobrimento da seta é possível identificar o lado correto para aplicação através da marcação lateral.

– Aplicando a argamassa no verso da peça e contrapiso (Dupla Camada):

– Uma vez identificada a lateral da peça, com auxílio da desempenadeira de aço utilize o lado liso para aplicar e espalhar camada homogênea de argamassa em todo verso da peça (forme ângulo de 30º entre a chapa metálica da desempenadeira
e verso da peça para facilitar a aplicação) e também no contrapiso não ultrapassando a área máxima de 1,50m2.(aplicando em áreas maiores pode secar a argamassa e formar película, prejudicando assim a aderência da peça).

– Em seguida, com o lado denteado da desempenadeira (em ângulo de 60º em relação a base para facilitar a operação) forme sulcos (cordões) na argamassa aplicada no verso da peça e no contrapiso.

Obs.:
– Para evitar que o excesso de argamassa migre para a superfície da peça, na colocação e adensamento, com o auxílio de uma colher de pedreiro (em ângulo de 45º em relação a base para facilitar a operação)
retire o excesso de argamassa aplicado nas laterais da peça, formando a espécie de um chanfro.
– Conforme NBR 13753-1996 é obrigatório a utilização de dupla camada de argamassa (argamassa no verso da peça e contrapiso)
para assentamento de formatos maiores que 900cm2 (30x30cm). O não cumprimento automaticamente invalida a garantia.

– Assentando as Peças:

– Coloque a peça ligeiramente fora da posição a assentar (preferencialmente com o auxílio de ventosas) e em seguida pressione-a, fazendo pequenas vibrações, arrastando a peça perpendicularmente aos cordões e direcionando-a próxima
da posição final. Com um martelo de borracha branco (para evitar de sujar e marcar a peça) de batidas na peça com média força para ocorrer a tiragem de ar, total esmagamento dos cordões, atingimento do nível, esquadro, prumo
e posição final.

Obs.: Esta será a peça mestra “que dará início e continuidade ao perfeito assentamento”, sendo de fundamental importância que seja aplicada na posição correta, dentro do nível, prumo, esquadro, etc. Para isto,
utilize todos os recursos disponíveis (linha, nível bolha, nível mangueira, nível lazer, régua de alumínio, etc.) para garantir a precisão desta peça e consequentemente das demais que serão assentadas a partir dela.

– Em seguida coloque nas laterais e/ou no centro desta peça os clipes do espaçador nivelador (respeitando a junta mínima recomendada pelo fabricante), encaixando a base do clipe na base da peça assentada, ficando assim posicionado
para o recebimento da peça subsequente.

– Em seguida repita o procedimento na peça subsequente (marcação lateral), aplicação de argamassa, formação dos cordões, retirada de excesso de argamassa na lateral da peça, colocação ligeiramente fora da posição, realização da
movimentação e batida com martelo até esta peça chegar próxima a sua posição final, que é estar alinhada a primeira peça mestra e encostada nos espaçadores que delimitarão o espaçamento recomendado.

– Com a peça praticamente na posição final coloque a cunha do espaçador dentro dos clipes e com o auxílio do alicate pressione a cunha até garantir o nivelamento entre as peças e a posição final (eliminando dentes, colocando as
peças no mesmo plano e amarrando o plano de forma homogênea).

Obs.:
– Caso mesmo pressionando a cunha a peça não atingir o mesmo nível da peça mestra (posição final), será necessário verificar a quantidade de argamassa aplicada nesta peça (pode estar faltando ou em excesso).
Neste caso a peça deve ser removida para ajuste da quantidade de argamassa (colocação ou retirada) e posterior recolocação, atingindo assim o perfeito alinhamento junto à peça mestra e posição final, dando base para aplicação
da peça subsequente;
– Para garantir e potencializar o efeito desejado no assentamento de grandes formatos a aplicação com espaçador nivelador cunha tornasse indispensável. Para maiores informações consulte o Departamento
de Assistência Técnica Incepa.

– Repetir os procedimentos descritos acima nas peças subsequentes até fechamento do ambiente que se destina aplicar.

Importante: Não esquecer de realizar as juntas de movimentação e dessolidarização conforme recomenda a norma ABNT 13754:1996 e informado nas Dicas Preliminares Importantes.

Cortes:
– São necessários para realização de paginações, fechamentos de ambientes, para contornos de elementos estruturais como pilares e vigas, embutir elementos de iluminação, ralos, tubulações, criação de
juntas de movimentação e dilatação entre outros.

– Um corte perfeito somente é possível com a combinação ferramentas de qualidade e em bom estado de conservação, operadas por mão de obra qualificada.

– Cortes retos devem ser realizados com o cortador de cerâmica para grandes formatos ou com a mesa de corte para grandes formatos.
– Com o cortador de cerâmicas para grandes formatos as principais dicas são:
– Riscar a peça com um lápis onde se deseja cortar;
– Colocar a peça no cortador de cerâmica para grandes formatos e certificar-se
que a mesma esta bem apoiada e com a marcação sob a vídea de corte;
– Passar a videa diamantada sobre a marcação empregando média força (se forçar muito vai dar o aspecto de serrilhado, comprometendo a qualidade do corte);
– Uma vez riscado o esmalte posicionar a peça no destacador do cortador de cerâmicas para grandes formatos e com a alavanca realizar emprego de força até destacamento e separação das partes;
– Caso necessário, com uma lixa
de ferro apoiada em um pedaço de madeira lixe levemente a superfície riscada, dando o toque final no acabamento. (Se o acabamento estiver ok já com a etapa anterior eliminar esta etapa);
– Com a mesa de Corte para grandes formatos:
– Com um lápis riscar a peça onde se deseja cortar;
– Colocar a peça na mesa de corte para grandes formatos e certificar-se que a peça esta bem apoiada e
com o disco sobre a marcação feita na peça onde se deseja cortar;
– Ligar a máquina e o arrefecimento à água e passar o disco na marcação, efetuando assim o corte.

– Cortes irregulares para inserção de caixas de passagem, contornos de pilares ou vigas, etc., devem ser realizados com a máquina de corte manual (makita), as principais dicas seguem abaixo:
– Riscar a peça
onde se deseja cortar;
– Nos vértices dos cortes furar com broca buscando aliviar as tensões;
– Realizar o corte com a máquina de corte manual;
– Destacar a parte que não será utilizada;
– Lixar com lixa de
ferro apoiado em pedaço de madeira para melhor acabamento;

– Cortes circulares para inserção de tubulações, luzes, etc., devem ser realizados com auxílio de serra copos para cerâmica, as principais dicas são:
– Marcar na peça o tamanho do diâmetro da tubulação, luz,
ralo ou outro elemento que se deseja embutir;
– Com o auxílio de furadeira + serra copo para cerâmica no diâmetro correto realizar o corte que se deseja;

Rejuntamento:

– Utilizar rejunte flexível, na cor de preferência, ou outro conforme recomendação do fabricante;

– Preparar conforme indicação e recomendação do fabricante de rejunte;

– Rejuntar no mínimo após 3 dias do assentamento;

– Limpar as juntas deixando-as isenta de qualquer tipo de sujidades que possam prejudicar a penetração e aderência do rejuntamento;

– Umedecer as juntas com auxílio de uma brocha para garantir boa hidratação e aderência do rejuntamento (não encharcar);

– Com as juntas ainda úmidas, aplicar em excesso o rejunte com auxílio de uma espátula ou desempenadeira emborrachada, preenchendo completamente as juntas. Obs.: Para facilitar a aplicação realize movimentos diagonais em relação
às juntas.
Obs.: Realizar procedimento com média força e cautela, buscando não danificar o produto.

– Deixar secar por 15 minutos, na sequência retirar o excesso de rejunte e limpar o piso com o auxílio de uma esponja úmida.
Obs.: Se deixar secar por mais tempo pode dificultar a remoção e limpeza do piso, principalmente em produtos acetinados e resistentes ao escorregamento ( Grip, Grip-Plus e Abs).

– Para finalizar seque com um pano úmido.

Atenciosamente,
Departamento de Assistência Técnica
Incepa Revestimentos Cerâmicos Ltda.
Tel. (41) 2105-2500 (opção nº 2)
E-mail: assistencia.incepa@incepa.com.br

1. Introdução

Este material objetiva trazer as principais recomendações do fabricante e/ou descritas em norma para a correta execução do assentamento de pisos e porcelanatos, buscando:

  • Diminuir perdas de material (cerâmica, argamassa, etc.);
  • Melhorar qualidade e eficiência da mão de obra;
  • Potencializar efeito estético desejado (melhorar alinhamento, disposição das peças, menos recorte, etc.);
  • Garantir desempenho técnico exigível por norma (aderência, vida útil, etc.)
  • Evitar problemas futuros (desplacamento, trincas, riscos, etc.)

2. Dicas Preliminares Importantes:

– Mão de obra qualificada: Antes de contratar o profissional azulejista certifique-se de que este tenha boa experiência no assentamento de produtos cerâmicos. Se possível busque indicações, referência, solicite
fotos e avalie trabalhos anteriores do profissional a contratar, buscando assim atestar se a qualidade da mão de obra ofertada atende as expectativas para o trabalho que se deseja realizar.

Importante: A Incepa não se responsabiliza por danos causados ao(s) produto(s) provenientes de manuseio incorreto ou falhas de mão de obra ocorridas no processo de aplicação.

– Ferramentas Adequadas: Atenção! A falta de ferramentas ou acessórios específicos, desgastados ou em péssimo estado de conservação são fortes indicadores de possíveis problemas na fase de assentamento de pisos
e porcelanatos, seja pelo excesso de quebras gerado na tentativa de realização de cortes, (discos e videas desgastadas ou de má qualidade), cortes com acabamentos imperfeitos (tortos, com aspecto serrilhado, etc.), assentamento
irregular com peças desalinhadas e/ou fora de nível (falta de espaçadores e niveladores adequados), entre outros problemas gerados pela não utilização de máquinas, ferramentas e acessórios apropriados que potencializam a qualidade
de assentamento.

– Máquinas, Ferramentas e Acessórios Recomendados:

– Argamassa Colante: Verificar argamassa recomendada para a tipologia de produto a aplicar e seguir rigorosamente as instruções do fabricante quanto ao modo de preparo. Abaixo tabela indicativa de argamassa por
tipologia de produto Incepa /Roca:

Tipologia de Produtos Tipo de Argamassa Recomendada
– Revestimentos cerâmicos de uso interno Argamassa do tipo ACI
– Pisos Puro Grés Argamassa do tipo ACII
– Porcelanato Técnico e Esmaltado Argamassa do tipo ACIII

Observações:

  • Para aplicação em frente de churrasqueira, lareiras, sobre outras cerâmicas, ou situações específicas consultar fabricante de argamassa.
  • Para aplicação de pisos e porcelanatos em fachadas e paredes com argamassa colante a altura máxima permitida é de 3 metros. Superior a esta altura é recomendado à aplicação através da técnica de fachada ventilada.
  • Conforme norma NBR-ABNT 13753:1996 peças com área igual ou superior a 900cm2 devem ser aplicadas com realização de dupla colagem de argamassa (argamassa no verso da peça e no contrapiso a assentar).

– Vistoriando e Conhecendo o Produto: Antes de iniciar a aplicação certifique-se de que o produto a ser assentado é recomendado para o local que se destina (PEI ou grau de utilização, coeficiente de atrito, etc.,),
se a quantidade comprada atende com folga a área a ser revestida (contabilizando % para perdas e recortes, mais peças para manutenções futuras) e se as caixas do produto são da mesma referência, tonalidade, calibre, etc. Imprescindível
também ler as orientações impressas na embalagem pelo fabricante, estas relatam exigências normativas e características específicas do produto a aplicar que influenciam diretamente na forma correta de assentamento, como junta
mínima, classe de variação de tonalidade, amarração máxima permitida, sentido da seta, etc.

– Exemplo 1 – Sempre seguir a junta mínima recomendada pelo fabricante (Para produtos retificados e borda plana a
junta mínima recomendada é de 1mm).

– Exemplo 2 – Para aplicação desencontrada a amarração máxima permitida é de 15%

Observação:
A Incepa não se responsabiliza por erros de assentamento provenientes do não seguimento das orientações recomendadas pelo fabricante e /ou exigíveis por norma.

– Checagem do Contrapiso: Deve ser executado em conformidade com a norma ABNT-NBR13753:1996 “Revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante”, abaixo algumas das
principais recomendações:

– Deve ser realizado com antecedência mínima de 14 dias em relação ao assentamento do revestimento cerâmico, buscando diminuir o efeito da retração da argamassa sobre o piso cerâmico a ser executado.

– O acabamento da superfície do contrapiso deve ser áspero obtido por sarrafeamento ou ligeiro desempenamento, contribuindo assim para melhor aderência da argamassa.

– Caimentos:

  • Ambientes internos não molháveis, como quartos e salas (em nível ou com caimento máximo de 0,5%);
  • Ambientes internos molháveis, como cozinhas, lavanderias (recomendado caimento de 0,5% e máximo de 1,5%);
  • Box de Bwc caimento entre 1,5% a 2,5%;
  • Ambiente externo recomendado caimento mínimo de 1%;

– Juntas de Movimentação e Dessolidarização:

– Deve ser executada a junta de movimentação em interiores quando a área do piso for igual ou maior que 32m2, ou quando um dos lados for maior que 8m.

– Deve ser executada a junta de movimentação em exteriores quando a área do piso for igual ou maior a 20m2 ou quando um dos lados for maior que 4m.

– No perímetro de área revestida e no encontro com colunas, vigas e saliências deve ser executado a junta de dessolidarização.

3. Passo a Passo para o Assentamento de Pisos e/ou Porcelanatos:

– Iniciar Assentamento Somente Após Conclusão Das Etapas Abaixo:

  • Revestimentos de parede;
  • Revestimentos de teto;
  • Fixação dos caixilhos;
  • Execução da impermeabilização;
  • Instalação de tubulações e eletrodutos embutidos no contrapiso;
  • Ensaio das tubulações e eletrodutos embutidos no contrapiso quanto à estanqueidade e desobstrução;

– Verificação da Base e Contrapiso;

– Iniciar o assentamento respeitando o tempo mínimo de cura da base de concreto que é de 28 dias e do contrapiso que é de 14 dias. Obs.: (Para processo normal de cura, caso seja utilizado aditivos aceleradores de pega/cura este
período pode ser reduzido);

– Certifique-se de que a base e/ou contrapiso esteja(m) em conformidade com a NBR13753:1996 (nível, caimento, superfície, etc.). Caso sejam identificadas irregularidades, faz-se necessário realizar camada de regularização segundo
as normas técnicas para adequação.

– Verifique a impermeabilização, caso superfície da base ou contrapiso esteja sempre úmida, molhada ou com sinais de eflorescência será necessário refazer a impermeabilização. (não iniciar o assentamento);

– Confirmar se as juntas estruturais ou de movimentação foram executadas em conformidade com o projeto e normas vigentes, lembrando que, estas juntas no assentamento do pavimento cerâmico deverão ser respeitadas;

– Por último, com o auxílio de uma espátula remova calombos de cimento, argamassa, restos de gesso, cola entre outros materiais aderidos ao contrapiso que possam prejudicar no nivelamento das peças e em seguida efetue a varrição,
eliminando qualquer tipo de resíduo e partículas soltas que possam formar película e comprometer a aderência da argamassa.

– Argamassa;

– Argamassa indicada: Conforme dicas preliminares a argamassa do tipo ACII é recomendada para aplicação de Pisos Puro Grês, e a argamassa do tipo ACIII é a recomendada para a aplicação de Porcelanatos.

– Consumo : Consumo médio de 7,5kg/m2 (desempenadeira de 8 mm e dupla camada conforme NBR13753:1996).

– Preparo: Colocar a medida de água indicada na embalagem pelo fabricante em um balde e sob agitação do misturador ir acrescentando o composto em pó da argamassa até o seu final, manter agitação até obter mistura homogênea, sem
grumos, pastosa e aderente. Para os aditivos da argamassa iniciarem sua ação é necessário deixar a mistura repousando por período indicado pelo fabricante (verificar embalagem, em média 15 minutos), posterior, agitar novamente
e pronto, a argamassa esta pronta para uso. Obs.: Nunca adicionar mais água que o recomendado pelo fabricante.

– Tempo de utilização: Após preparo, utilizar a argamassa em até 2 horas e 30minutos, sendo vedado à adição de água e outros produtos.

– Tipo de colagem (simples ou dupla camada de argamassa), Desempenadeira e consumo médio.

Atenção!!! A forma de assentamento, desempenadeira e consumo de argamassa sofrem variações conforme tamanho da peça cerâmica a ser assentada. Segundo NBR-ABNT 13754, peças com área igual ou superior a 900cm2 (30cmx30cm)
devem ser aplicadas com a realização de dupla camada de argamassa (argamassa no verso da peça e na base a assentar). Já peças com área menor que 900cm2 devem ser aplicadas com camada simples de argamassa (argamassa somente
na base a assentar). Abaixo tabela indicativa para desempenadeira, procedimento a realizar e consumo médio aproximado com base na área da peça a aplicar:

TABELA DE DESEMPENADEIRA E COLAGEM POR FORMATO

Área S da superfície das placas cerâmicas (cm2) Formato dos Dentes da Desempenadeira (mm) Procedimento Consumo Médio Aproximado
S < 400 Quadrados 6x6x6 Colagem Simples ± 4,0kg/m2
400 ≤ S < 900 Quadrados 8x8x8 Colagem Simples ± 4,5kg/m2
S ≥ 900 Quadrados 8x8x8 Colagem Dupla ± 7,5kg/m2

Obs.: A não realização de dupla camada em formatos com área igual o superior a 900cm2 automaticamente invalida
a garantia.

Planejamento:

– Primeiro passo é identificar o tamanho da peça a aplicar, para então determinar a desempenadeira e o processo de colagem a realizar (colagem simples ou dupla colagem).

– Posterior, revise a disposição das peças: Antes do início da colagem é recomendado avaliar a paginação, certificando de que a disposição das peças escolhida é a que melhor valoriza o produto e o ambiente, vindo a simular e prevenir
imprevistos, evitar excesso de recortes, respeitar as juntas de movimentação e dessolidarização, atender o efeito estético desejado, etc.

Obs.: Para produtos que imitam pedras, madeiras, cimentos, entre outros e que propositalmente apresentam variação de tonalidade e / ou textura (classes de variação de tonalidade V2, V3 ou V4), também é recomendado
abrir algumas caixas e montar painel com as peças soltas no contrapiso, dispondo de forma homogênea e aleatórias as variações presentes até se obter o efeito desejado, posterior realizar o assentamento e repetir o processo
até finalização do ambiente.

– Exemplo – Produto Variação de tonalidade (Classe V3)


– Execução Processo Dupla Colagem: (peças com área maior que 900cm2)

– Identificando a Seta para Direcionamento da Aplicação:

– Retire a peça da embalagem e identifique no verso da peça (tardoz) a seta orientativa. Esta seta serve para direcionar o assentamento ou seja, todas as peças deverão ser assentadas apontando para uma única direção.

Obs: O problema é que com a aplicação da argamassa no tardoz a seta fica encoberta, gerando assim margens para falhas de aplicação. Para que isto não ocorra, a Incepa recomenda com um lápis riscar a lateral da
peça que contém a seta (espessura). Desta forma, mesmo após aplicação da argamassa e cobrimento da seta é possível identificar o lado correto para aplicação através da marcação lateral.

– Aplicando a argamassa no verso da peça e contrapiso (Dupla Camada):

– Com auxílio de desempenadeira de aço utilize o lado liso para aplicar e espalhar camada homogênea de argamassa em todo verso da peça e também no contrapiso não ultrapassando a área máxima de 1,50m2 (áreas maiores podem secar
e prejudicar a aderência).

– Em seguida, com o lado denteado da desempenadeira (em ângulo de 60º em relação à base para facilitar a operação) forme sulcos (cordões) na argamassa aplicada no verso da peça e no contrapiso.

Obs.:
– Para evitar que o excesso de argamassa migre para a superfície da peça na colocação e adensamento, com o auxílio de uma colher de pedreiro (em ângulo de 45º em relação à base para facilitar a operação)
retire o excesso de argamassa aplicado nas laterais da peça, formando a espécie de um chanfro.
– Conforme NBR 13753-1996 é obrigatório à utilização de dupla camada de argamassa (argamassa no verso da peça e contrapiso)
para assentamento de formatos maiores que 900cm2 (30x30cm). O não cumprimento automaticamente invalida a garantia.

– Assentando as Peças:

– Coloque a peça ligeiramente fora da posição a assentar e em seguida pressione fazendo pequenas vibrações, arrastando-a perpendicularmente aos cordões e direcionando-a próxima da posição final. Com um martelo de borracha branco
(para evitar de sujar e marcar a peça), de batidas na peça com média força para ocorrer a tiragem de ar, total esmagamento dos cordões, atingimento do nível, esquadro, prumo e posição final.

Obs.: Esta será a peça mestra “que dará início e continuidade ao perfeito assentamento”, sendo de fundamental importância que seja aplicada na posição correta, dentro do nível, prumo, esquadro, etc. Para isto,
utilize todos os recursos disponíveis (linha, nível bolha, nível mangueira, nível lazer, régua de alumínio, etc.) que garantirão a precisão desta peça e das demais que partirão dela.

– Em seguida, coloque nas laterais e/ou no centro desta peça os clipes do espaçador nivelador de 1mm (sempre respeitando a junta mínima recomendada pelo fabricante), encaixando as bases dos clipes na base da peça assentada, ficando
assim posicionados para o recebimento da peça subsequente.

– Repita o procedimento na peça seguinte (marcação lateral, aplicação de argamassa, formação dos cordões, retirada de excesso de argamassa na lateral da peça, colocação ligeiramente fora da posição, realização da movimentação e
batida com martelo até esta peça chegar próxima a sua posição final, que é estar alinhada a primeira peça mestra e encostada nos espaçadores que delimitarão o espaçamento recomendado.

– Com a peça praticamente na posição final coloque a cunha do espaçador dentro dos clipes e com o auxílio do alicate pressione a cunha até garantir o nivelamento entre as peças e a posição final (eliminando dentes, colocando as
peças no mesmo plano e amarrando o plano de forma homogênea).

Obs.:
– Caso mesmo pressionando a cunha a peça não atingir o mesmo nível da peça mestra (posição final), se faz necessário verificar a quantidade de argamassa aplicada nesta peça (pode estar faltando ou em
excesso). Neste caso a peça deve ser removida para ajuste da quantidade de argamassa ( colocação ou retirada) e posterior recolocação, atingindo assim o perfeito alinhamento junto a peça mestra e posição final, dando base para
aplicação da peça subsequente
– Para garantir e potencializar o efeito desejado o Departamento de Assistência Técnica Incepa recomenda o assentamento de porcelanato e pisos cerâmicos com a utilização de espaçador e nivelador
cunha. Para maiores informações consulte o Departamento de Assistência Técnica Incepa.

– Repetir os procedimentos descritos acima nas peças subsequentes até fechamento do ambiente que se destina aplicar.

Importante: Não esquecer de realizar as juntas de movimentação e dessolidarização, conforme recomenda a norma ABNT 13754:1996 e informado nas Dicas Preliminares Importantes.

Cortes:

– São necessários para realização de paginações, fechamentos de ambientes, para contornos de elementos estruturais como pilares e vigas, embutir elementos de iluminação, ralos, tubulações, criação de juntas de movimentação e dilatação
entre outros.

– Um corte perfeito somente é possível com a combinação ferramentas de qualidade e em bom estado de conservação, operadas por mão de obra qualificada.

– Cortes retos devem ser realizados com o cortador de cerâmica de mesa
– Com o cortador de cerâmicas as principais dicas são:
– Riscar a peça com um lápis onde se deseja cortar;
– Colocar a peça no cortador de cerâmica e certificar-se que a mesma esta bem apoiada e com
a marcação sob a vídea de corte;
– Passar a videa diamantada sobre a marcação empregando média força (se forçar muito vai dar o aspecto de serrilhado, comprometendo a qualidade do corte).
– Uma vez riscado o esmalte
posicionar a peça no destacador do cortador de cerâmicas e com a alavanca realizar emprego de força até destacamento e separação das partes;
– Caso necessário, com uma lixa de ferro apoiada em um pedaço de madeira lixe
levemente o corte realizado, dando o toque final no acabamento. (Se o acabamento estiver ok já com a etapa anterior eliminar esta etapa).

– Cortes irregulares para inserção de caixas de passagem, contornos de pilares ou vigas, etc., devem ser realizados com a máquina de corte manual (makita), as principais dicas seguem abaixo:
1- Riscar com um
lápis a peça onde se deseja cortar;
2- Nos vértices da marcação furar com broca “buscando aliviar as tensões”;
3- Realizar o corte com a máquina de corte manual;
4- Destacar a parte que não será utilizada;
Obs.: Lixar o corte realizado com (lixa de ferro + pedaço de madeira) até atingir o acabamento que se deseja;

– Cortes circulares para inserção de tubulações, luzes, etc., devem ser realizados com auxílio de serra copos para cerâmica, as principais dicas são:
– Medir na peça o tamanho do diâmetro da tubulação, luz,
ralo ou outro elemento que se deseja embutir;
– Com o auxílio de furadeira + serra copo para cerâmica no diâmetro correto realizar o corte que se deseja;

Rejuntamento:

– Utilizar rejunte flexível, na cor de preferência, ou outro conforme recomendação do fabricante;

– Preparar conforme indicação e recomendação do fabricante de rejunte;

– Rejuntar no mínimo após 3 dias do assentamento;

– Limpar as juntas deixando-as isenta de quaisquer tipos de sujidades que possam prejudicar a penetração e aderência do rejuntamento;

– Umedecer as juntas com auxílio de uma brocha para garantir boa hidratação e aderência do rejuntamento (não encharcar);

– Com as juntas ainda úmidas, aplicar em excesso o rejunte com auxílio de uma espátula ou desempenadeira emborrachada, preenchendo completamente as juntas. Obs.: Para facilitar a aplicação realize movimentos diagonais em relação
às juntas;

Obs.: Realizar o procedimento com média força e cautela, buscando não danificar o produto;

– Deixar secar por 15 minutos, na sequência retirar o excesso de rejunte e limpar o piso com o auxílio de uma esponja úmida.

Obs.: Se deixar secar por mais tempo poderá dificultar a remoção e limpeza do piso, principalmente em produtos acetinados e resistentes ao escorregamento (Grip, Grip-Plus e Abs).

– Para finalizar seque com um pano úmido.

Atenciosamente,
Departamento de Assistência Técnica
Incepa Revestimentos Cerâmicos Ltda.
Tel. (41) 2105-2500 (opção nº 2)
E-mail: assistencia.incepa@incepa.com.br

1. Introdução

– Este material traz as principais recomendações do fabricante e/ou descritas em norma para a correta execução do assentamento de Revestimentos Cerâmicos em parede, buscando:

– Diminuir perdas de material (cerâmica, argamassa, etc.);
– Melhorar qualidade e eficiência da mão de obra;
– Potencializar efeito estético desejado (melhorar alinhamento, disposição das peças, menos recorte, etc.);
– Garantir desempenho técnico exigível por norma (aderência, vida útil, etc.);
– Evitar problemas futuros (desplacamento, manchas de umidade, trincas, etc.);

2. Dicas Preliminares Importantes:

– Mão de obra qualificada: Antes de contratar o profissional azulejista, certifique-se de que este tenha boa experiência no assentamento de revestimentos cerâmicos. Se possível busque indicações, referência, solicite fotos e avalie trabalhos anteriores do profissional a contratar, buscando assim atestar se a qualidade da mão de obra ofertada atende as expectativas para o trabalho que se deseja realizar.

Importante: A Incepa não se responsabiliza por danos causados ao(s) produto(s) provenientes de manuseio incorreto ou falhas de mão de obra, ocorridas no processo de aplicação.

– Ferramentas Adequadas: Atenção! A falta de ferramentas ou acessórios específicos, desgastadas ou em péssimo estado de conservação são fortes indicadores de possíveis problemas na fase de assentamento, como excesso de quebras gerado na tentativa de realização de cortes, (discos e videas desgastadas ou de má qualidade), cortes com acabamentos imperfeitos (tortos, com aspecto serrilhado, etc.), assentamento irregular com peças desalinhadas e/ou fora de nível (falta de espaçadores e niveladores adequados), entre outros problemas gerados pela não utilização de máquinas, ferramentas e acessórios apropriados que potencializam a qualidade de assentamento.

– Máquinas, Ferramentas e Acessórios Recomendados:

– Argamassa Colante:

– Para revestimentos de parede a Incepa recomenda argamassa do tipo ACI. Caso queira aplicar outra tipologia de produto cerâmico na parede (piso ou porcelanato) é fundamental utilizar a argamassa recomendada pelo fabricante e seguir rigorosamente as instruções quanto ao modo de preparo e utilização. Abaixo tabela indicativa de argamassa para cada tipologia de produto Incepa /Roca:

Tipologia de Produtos Tipo de Argamassa Recomendada
– Revestimentos cerâmicos de uso interno Argamassa do tipo ACI
– Pisos Puro Grés Argamassa do tipo ACII
– Porcelanato Técnico e Esmaltado Argamassa do tipo ACIII

Observações:
– Para aplicação em frente de churrasqueira, lareiras, sobre outras cerâmicas , ou situações específicas consultar fabricante de argamassa.
– Conforme norma NBR-ABNT 13754 peças com área igual
ou superior a 900cm2 devem ser aplicadas com realização de dupla colagem de argamassa (argamassa no verso da peça e na base a assentar), maiores detalhes veremos em frente em passo a passo para assentamento de revestimentos
cerâmicos.

 – Vistoriando e Conhecendo o Produto: Antes de iniciar a aplicação, certifique-se de que o produto a ser assentado é recomendado para o local que se destina, se a quantidade comprada atende com folga a área a ser revestida (contabilizando % para perdas e recortes, mais peças para manutenções futuras) e se as caixas do produto são da mesma referência, tonalidade, calibre, etc. Imprescindível também ler as orientações impressas na embalagem pelo fabricante, estas relatam exigências normativas e características específicas do produto a aplicar que influenciam diretamente na forma correta de seu assentamento, como junta mínima, amarração máxima permitida, sentido da seta, etc.

– Exemplo: Para produtos retificados e borda plana a junta mínima recomendada pela Incepa é de 1mm entre as peças. Também em aplicação desencontrada a amarração máxima permitida entre as peças é de 15% em relação ao seu tamanho.

– Verificação da Base de Assentamento

– A base de assentamento deve estar em conformidade com a norma ABNT-NBR13754 “Revestimento de paredes internas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante”, abaixo algumas das principais recomendações:

– A base de assentamento deve ser constituída de uma destas opções: concreto moldado in loco ou pré-moldado, revestido ou não com chapisco e emboço; Alvenaria de tijolos maciços ou blocos cerâmicos revestida com chapisco e emboço; Alvenaria de blocos de concreto vazados, blocos de concreto celular ou blocos sílico-calcáreos, revestida ou não com chapisco e emboço.

– Quando a base for revestida com emboço certifique-se de que o emboço esteja bem aderido a base e não apresentando som cavo (oco);

– A parede deve estar alinhada em todas as direções, de forma que se obtenha em toda sua extensão um mesmo plano;

– A superfície que receberá a argamassa deve estar limpa, isenta de partículas soltas, óleos, etc., que possam comprometer a aderência da argamassa colante;

– O Desvio de planeza da superfície a ser aplicada não deve ser maior que 3mm em relação a uma régua retilínea com 2m de comprimento;

– Deve ter sido executada com antecedência mínima de 14 dias em relação a cura do emboço e de no mínimo 7 dias para as demais superfícies, buscando assim diminuir o efeito da retração da argamassa sobre o revestimento cerâmico a ser executado.

– Juntas de Movimentação e Dessolidarização:

– Deve ser executada a junta de movimentação em paredes com área igual ou maior que 32m2, ou quando um dos lados for maior que 8 metros.

– Em locais expostos a umidade a junta de movimentação deve ser executada em paredes com área igual ou maior que 24m2 ou quanto um dos lados for maior que 6 metros.

– No perímetro de área revestida, no encontro da área revestida com pisos e tetos, colunas, vigas ou com outros tipos de revestimentos, e onde há mudança de materiais que compõem a parede, recomenda-se projetar e realizar junta de dessolidarização.

3. Passo a Passo para o Assentamento de Revestimentos Cerâmicos

– Iniciar o Assentamento Somente Após Conclusão das Etapas Abaixo

– Canalizações de água e esgoto devidamente embutidas e ensaiadas quanto à estanqueidade;

– Eletrodutos, quadro de luz, caixa de passagem devidamente embutidos e ensaiados;

– Fixação dos Caixilhos e batentes;

– Revestimentos de teto;

– Verificação da Superfície de Aplicação dos Revestimentos Cerâmicos

– A base de assentamento deve estar em conformidade com a norma ABNT-NBR13754 “Revestimento de paredes internas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante”, maiores detalhes consultar dicas preliminares e/ou a própria norma;

– Verifique! A superfície de assentamento deve ser plana e alinhada em todas as direções;

– Quando a base de assentamento for revestida de emboço confirme sua aderência antes da aplicação, dando pequenas batidas com pedaço de madeira, caso seja identificado som cavo (oco) o emboço precisa ser removido e refeito;

– Com o auxílio de uma espátula remova calombos de cimento, argamassa, restos de gesso, tintas, cola entre outros materiais aderidos a superfície que possam prejudicar a aderência e nivelamento das peças;

– Em seguida, com uma brocha ou vassoura efetue a varrição da superfície a aplicar, a qual deve estar limpa e isenta de pó e/ou partículas soltas (areia, argamassa, resíduos de gesso, massa corrida, etc.) que possam comprometer
a aderência da argamassa;

– Antes de realizar o assentamento é importante umedecer a superfície a assentar com o auxílio de uma brocha mais balde com água (sem saturar). Esta operação prepara a superfície para recebimento da argamassa e potencializa a aderência
da argamassa no substrato (base).

– Argamassa

– Conforme dicas preliminares a argamassa recomendada para assentamento de revestimentos cerâmicos é a do tipo ACI.

– Preparo: Colocar a medida de água indicada na embalagem pelo fabricante em um balde e sob agitação do misturador ir acrescentando o composto em pó da argamassa até o seu final, manter agitação até se obter mistura homogênea, sem grumos, pastosa e aderente. Para os aditivos da argamassa iniciarem sua ação é necessário deixar a mistura repousando por período indicado pelo fabricante (verificar embalagem, em média 15 minutos, variando conforme fabricante), posterior agitar novamente e pronto, a argamassa esta pronta para uso. Obs.: Nunca adicionar mais água que o recomendado pelo fabricante.

– Tempo de utilização: Após preparo, utilizar a argamassa em até 2 horas e 30minutos, sendo vedados a adição de água e outros produtos.

– Tipo de colagem (simples ou dupla camada de argamassa), Desempenadeira e consumo médio.

Atenção!!! A forma de assentamento, desempenadeira e consumo de argamassa sofrem variações conforme tamanho da peça cerâmica a ser assentada. Segundo NBR-ABNT 13754, peças com área igual ou superior a 900cm2 (30cmx30cm) devem ser aplicadas com a realização de dupla camada de argamassa (argamassa no verso da peça e na base a assentar). Já peças com área menor que 900cm2 devem ser aplicadas com camada simples de argamassa (argamassa somente na base a assentar). Abaixo tabela indicativa para desempenadeira, procedimento a realizar e consumo médio aproximado com base na área da peça a aplicar:

TABELA DE DESEMPENADEIRA E COLAGEM POR FORMATO

Área S da superfície das placas cerâmicas (cm2) Formato dos Dentes da Desempenadeira (mm) Procedimento Consumo Médio Aproximado
S < 400 Quadrados 6x6x6 Colagem Simples ± 4,0kg/m2
400 ≤ S < 900 Quadrados 8x8x8 Colagem Simples ± 4,5kg/m2
S ≥ 900 Quadrados 8x8x8 Colagem Dupla ± 7,5kg/m2

 Planejamento:

– Primeiro passo é identificar o tamanho da peça a aplicar, para então determinar a desempenadeira e o processo de colagem a realizar (colagem simples ou dupla colagem).

– Posterior, revise a disposição das peças: Antes do início da colagem é recomendado revisar a paginação, certificando de que a disposição das peças escolhida é a que melhor valoriza o produto e o ambiente, vindo a simular e prevenir
imprevistos, evitar excesso de recortes, respeitar as juntas de movimentação e dessolidarização, atender o efeito estético desejado, etc.

– Execução Processo Dupla Colagem: ( peças com área maior que 900cm2)

– Identificando a Seta para Direcionamento da Aplicação:

– Retire a peça da embalagem e identifique no verso da peça (tardoz) a seta orientativa. Esta seta serve para direcionar o assentamento ou seja, todas as peças deverão ser aplicadas na parade apontando para uma única direção.

Obs.: O problema é que com a aplicação da argamassa no tardoz a seta fica encoberta, gerando assim margens para falhas de aplicação. Para que isto não ocorra, a Incepa recomenda com um lápis riscar a lateral da
peça que contém a seta (espessura). Desta forma, mesmo após aplicação da argamassa e cobrimento da seta é possível identificar o lado correto para aplicação através da marcação lateral.

– Aplicando a argamassa no verso da peça e base a assentar (Parede):

– Antes de aplicar a argamassa certifique-se que o tardoz (verso da peça) esteja isento de pó ou partículas soltas que possam comprometer a aderência das peças, se necessário, antes da aplicação efetue a limpeza do tardoz com escova
de cerdas plásticas.

– Posterior, com o lado liso da desempenadeira de aço (ver desempenadeira a utilizar na tabela de desempenadeira e colagem por formato) espalhe a argamassa no tardoz da peça e na base a assentar, apertando e arrastando a desempenadeira
de encontro à superfície a aplicar, formando assim uma camada de argamassa uniforme entre 3mm a 4mm de espessura.

– Em seguida, com o lado denteado da desempenadeira (em ângulo de 60º em relação à base para facilitar a operação) forme sulcos (cordões) na argamassa aplicada no verso da peça e na base a assentar (parede). Estes cordões facilitarão
o nivelamento, alinhamento e fixação das placas cerâmicas.

– O excesso de argamassa removido com a desempenadeira deve retornar ao recipiente de argamassa para ser utilizado na peça seguinte.

Obs:
– Para evitar que o excesso de argamassa migre para a superfície da peça na colocação e adensamento, com uma colher de pedreiro (em ângulo de 45º em relação à base para facilitar a operação) retire o excesso
de argamassa aplicado nas laterais da peça, formando a espécie de um chanfro.
– Conforme NBR 13754-1996 é obrigatório à utilização de dupla camada de argamassa (argamassa no verso da peça e base a assentar) para assentamento
de formatos maiores que 900cm2 (30x30cm). O não cumprimento compromete a aderência das peças e automaticamente invalida a garantia.

– Assentando as Peças:

– O assentamento das peças deve ser realizado de baixo para cima, uma peça de cada vez;

– Nas extremidades da base da parede a assentar instale 2 peças que servirão como peças guias (uma em cada extremidade da parede), nivelando-as (tomando como base e referência cota de nível de piso) e calçando-as devidamente para não saírem da posição. Posterior, estique linha na extremidade superior das peças aplicadas, facilitando assim a aplicação e alinhamento das demais peças desta primeira fiada.

– Para garantir o prumo das fiadas verticais recomenda-se também aplicar peças guias (niveladas e aprumadas) nas extremidades superiores da parede a assentar, e também esticar linha entre estas peças, tomando como referência a
extremidades das peças.

– Uma vez com as peças guias instaladas e as linhas referências esticadas, de sequência no assentamento das demais peças até fechamento da primeira fiada, lembrando que o espaçamento mínimo recomendado pelo fabricante deve ser
respeitado. Obs.: Para (utilizar espaçadores apropriados).

– Importante ressaltar que as peças deverão ser aplicadas com dupla camada de argamassa e com as setas direcionadas para um único sentido, orientando assim a aplicação, garantindo assim melhores aderência, alinhamento, casamento
das peças, etc.

– Para aplicação das peças é recomendável colocá-las ligeiramente fora da posição (em torno de 2cm) e com um martelo de borracha (preferencialmente branco) realizar pequenas batidas e vibrações, para que ocorra à tiragem de ar
e esmagamento total dos cordões, além de ajustes quanto a nível e prumo, bem como deslocando das peças até posição final.

– Uma vez fechado a primeira fileira, repita a operação de instalação de peças guias nas extremidades, linha de referência, assentamento das peças centrais, etc., na fileira superior e assim sucessivamente até finalização da parede
em que se realiza o assentamento.

Observações:

– É fundamental que as peças guias sejam aplicadas na posição correta, dentro do nível, prumo, esquadro, etc. Para isto, utilize todos os recursos disponíveis (linha, nível bolha, nível mangueira, nível lazer, régua de alumínio,
etc.) garantindo assim o correto assentamento destas peças, as quais serão referenciais para assentamento das demais peças da fileira e coluna.

– As peças devem ser aplicadas de forma que garanta no mínimo 70% de esmagamento dos cordões, para checar realize teste de arranque no início e durante o assentamento, e caso este percentual mínimo não tenha sido atingido realize ajustes (intensificando batidas e vibrações) até atingimento deste percentual. Também importante realizar teste de percussão dando batidas com o dedo, caso seja identificado som cavo (oco) a peça deve ser removida e novamente assentada (falta argamassa).

– Para o assentamento de grandes formatos e revestimentos retificados a Incepa recomenda a aplicação com o auxílio de espaçadores niveladores do tipo cunha. Para maiores informações consulte o Departamento de Assistência Técnica Incepa.

Importante: Não esquecer de realizar as juntas de movimentação e dessolidarização conforme recomenda a norma ABNT 13754:1996 e informado nas Dicas Preliminares Importantes.

Cortes:

– São necessários para realização de paginações, fechamentos de ambientes, para contornos de elementos estruturais como pilares e vigas, embutir elementos de iluminação, ralos, tubulações, criação de juntas de movimentação e dilatação
entre outros.

– Um corte perfeito somente é possível com a combinação ferramentas de qualidade e em bom estado de conservação, operadas por mão de obra qualificada.

– Cortes retos devem ser realizados com o cortador de cerâmica de mesa (videa).
– Com o cortador de cerâmicas de mesa as principais dicas são:
– Riscar a peça com um lápis onde se deseja cortar;
– Colocar a peça no cortador de cerâmica e certificar-se que a mesma esta bem apoiada
e com a marcação sob a vídea de corte;
– Passar a videa diamantada sobre a marcação empregando média força (se forçar muito vai dar o aspecto de serrilhado, comprometendo a qualidade do corte).
– Uma vez riscado o esmalte
posicionar a peça no destacador do cortador de cerâmicas e com a alavanca realizar emprego de força até destacamento e separação das partes;
– Caso necessário, com uma lixa de ferro apoiada em um pedaço de madeira lixe
levemente a superfície riscada, dando o toque final no acabamento. (Se o acabamento estiver ok já eliminar esta etapa).

– Cortes irregulares para inserção de caixas de passagem, contornos de pilares ou vigas, etc., devem ser realizados com a máquina de corte manual (makita), as principais dicas seguem abaixo:
– Riscar a peça
onde se deseja cortar;
– Nos vértices dos cortes furar com broca buscando aliviar as tensões;
– Realizar o corte com a máquina de corte manual;
– Destacar a parte que não será utilizada;
– Lixar com lixa de
ferro apoiado em pedaço de madeira para melhor acabamento;

– Cortes circulares para inserção de tubulações, luzes, etc., devem ser realizados com auxílio de serra copos para cerâmica, as principais dicas são:
– Medir na peça o tamanho do diâmetro da tubulação, luz,
ralo ou outro elemento que se deseja embutir;
– Com o auxílio de (furadeira + serra copo para cerâmica no diâmetro correto) realizar o corte que se deseja;

Rejuntamento:

– Utilizar rejunte flexível, na cor de preferência, ou outro conforme recomendação do fabricante;

– Preparar conforme indicação e recomendação do fabricante de rejunte;

– Rejuntar no mínimo após 3 dias do assentamento;

– Limpar as juntas deixando-as isenta de qualquer tipo de sujidades que possam prejudicar a penetração e aderência do rejuntamento;

– Umedecer as juntas com o auxílio de uma brocha (não saturar), isto ira preparar as juntas para melhor aderência do rejunte, facilitará também a hidratação e o processo de rejuntamento;

– Com as juntas ainda úmidas, aplicar em excesso o rejunte com auxílio de uma espátula ou desempenadeira emborrachada, preenchendo completamente as juntas. Obs.: Para facilitar a aplicação realize movimentos diagonais em relação
às juntas.

Obs.: Realizar procedimento com média força e cautela, buscando não danificar o produto.

– Deixar secar por 15 minutos, na sequência retirar o excesso de rejunte e limpar o revestimento com o auxílio de uma esponja úmida, na sequência seque com um pano limpo Obs.: Se deixar secar por mais tempo pode dificultar a remoção
e limpeza

Atenciosamente,
Departamento de Assistência Técnica
Incepa Revestimentos Cerâmicos Ltda.
Tel. (41) 2105-2500 (opção nº 2)
E-mail: assistencia.incepa@incepa.com.br

1. O que é Cera Protetiva:

É um produto aplicado sobre os porcelanatos polidos e esmaltados polidos já na fase final de produção, deixando a superfície destes produtos com aspecto fosco e engordurado.

2. Objetivo da Cera Protetiva:

– Na fase de transporte: Protege a superfície das peças dentro da embalagem quanto a riscos de atrito, gerados pelo deslocamento e movimentação das peças durante o transporte dos produtos. (Forma espécie de película
protetora que diminui o atrito entre as peças dentro da embalagem);

– Nas fases de obra e aplicação: Continua protegendo a superfície quanto a riscos (diminui o atrito gerado por resíduos de obra como areia, argamassa, rejunte, etc.). Também protege quanto a manchas (a película
formada na superfície diminui a aderência e facilita a remoção de tintas , solventes, argamassas, rejuntes, gessos, etc.,) que, mesmo com o porcelanato devidamente protegido (papelão, plástico, etc.) acidentalmente possam respingar
sobre a superfície do produto.

3. Procedimento de limpeza:

– Material Necessário: Esponja Scotch BriteTeflon (recomendada) ou esponja Scoth Brite Comum somente o lado amarelo ( lado verde danifica a superfície do produto), mais pó de rejunte.

– Procedimento: Para retirar a cera protetiva e resgatar o brilho característico do porcelanato polido e esmaltado polido a Incepa recomenda que, o procedimento abaixo seja realizado a seco (sem adição de água)
e conforme orientações a seguir:

  • Pulverize com as mãos na superfície da peça uma fina camada de pó de rejunte (pó utilizado para rejuntar as peças);
  • Com auxílio da esponja Scoth Brite Teflon (qualquer um dos lados) ou esponja Scoth Brite comum (somente lado amarelo) realize movimentos circulares com média força e velocidade, até a remoção total da cera e abertura do brilho,
    repita a operação em todas as peças da área que se deseja limpar. Observação: A superfície da peça com o atrito da esponja ficará levemente aquecida, facilitando a remoção da cera que será incorporada (absorvida) pelo pó
    de rejunte.
  • Posterior retirada da cera protetiva (a seco) de toda a área que se deseja limpar recomenda-se efetuar a lavagem com água e sabão neutro. (Conforme procedimento de limpeza diária).

4. Outros cuidados:

– Mesmo com a presença da cera protetiva e recomendável evitar ao máximo o contato do produto com resíduos de obras (areia, restos de argamassa, cimento, gesso, tintas, etc.) que possam riscar a superfície do produto ou aderir
sobre ela. Visto isto é aconselhável manter a obra limpa destes resíduos e se necessário proteger o piso com papelão, lona, etc.

– Caso acidentalmente os resíduos acima venham aderir e respingar na superfície do produto é recomendável removê-los com cuidado, utilizando espátula de plástico com emprego de média força.

– Para tintas a base de solventes voláteis (óleo, esmalte sintético, etc.), antes de realizar a limpeza no produto aplicado, fazer teste em 1 peça utilizando thinner ou aguarrás e logo em seguida efetuar lavagem com água e sabão,
avaliar superfície da peça por precaução (verifique se não danificou a superfície), estando removido a mancha e a superfície inalterada, repita o procedimento nas peças do ambiente que deseja limpar.

– Só retirar a cera protetiva após realização de todos os trabalhos e conclusão de obra, dando assim ao produto maior garantia de proteção mantendo a integridade do produto bem como evitando problemas futuros.

Atenciosamente,
Departamento de Assistência Técnica
Incepa Revestimentos Cerâmicos Ltda.
Tel. (41) 2105-2500 (opção nº 2)
E-mail: assistencia.incepa@incepa.com.br

1. O que é Cera Protetiva:

É um produto aplicado sobre os porcelanatos polidos e esmaltados polidos já na fase final de produção, deixando a superfície destes produtos com aspecto fosco e engordurado.

2. Objetivo da Cera Protetiva:

– Na fase de transporte: Protege a superfície das peças dentro da embalagem quanto a riscos de atrito, gerados pelo deslocamento e movimentação das peças durante o transporte dos produtos. (Forma espécie de película
protetora que diminui o atrito entre as peças dentro da embalagem);

– Nas fases de obra e aplicação: Continua protegendo a superfície quanto a riscos (diminui o atrito gerado por resíduos de obra como areia, argamassa, rejunte, etc.). Também protege quanto a manchas (a película
formada na superfície diminui a aderência e facilita a remoção de tintas , solventes, argamassas, rejuntes, gessos, etc.,) que, mesmo com o porcelanato devidamente protegido (papelão, plástico, etc.) acidentalmente possam respingar
sobre a superfície do produto.

3. Procedimento de limpeza:

– Material Necessário: Esponja Scotch BriteTeflon (recomendada) ou esponja Scoth Brite Comum somente o lado amarelo ( lado verde danifica a superfície do produto), mais pó de rejunte.

– Procedimento: Para retirar a cera protetiva e resgatar o brilho característico do porcelanato polido e esmaltado polido a Incepa recomenda que, o procedimento abaixo seja realizado a seco (sem adição de água)
e conforme orientações a seguir:

  • Pulverize com as mãos na superfície da peça uma fina camada de pó de rejunte (pó utilizado para rejuntar as peças);
  • Com auxílio da esponja Scoth Brite Teflon (qualquer um dos lados) ou esponja Scoth Brite comum (somente lado amarelo) realize movimentos circulares com média força e velocidade, até a remoção total da cera e abertura do brilho,
    repita a operação em todas as peças da área que se deseja limpar. Observação: A superfície da peça com o atrito da esponja ficará levemente aquecida, facilitando a remoção da cera que será incorporada (absorvida) pelo pó
    de rejunte.
  • Posterior retirada da cera protetiva (a seco) de toda a área que se deseja limpar recomenda-se efetuar a lavagem com água e sabão neutro. (Conforme procedimento de limpeza diária).

4. Outros cuidados:

– Mesmo com a presença da cera protetiva e recomendável evitar ao máximo o contato do produto com resíduos de obras (areia, restos de argamassa, cimento, gesso, tintas, etc.) que possam riscar a superfície do produto ou aderir
sobre ela. Visto isto é aconselhável manter a obra limpa destes resíduos e se necessário proteger o piso com papelão, lona, etc.

– Caso acidentalmente os resíduos acima venham aderir e respingar na superfície do produto é recomendável removê-los com cuidado, utilizando espátula de plástico com emprego de média força.

– Para tintas a base de solventes voláteis (óleo, esmalte sintético, etc.), antes de realizar a limpeza no produto aplicado, fazer teste em 1 peça utilizando thinner ou aguarrás e logo em seguida efetuar lavagem com água e sabão,
avaliar superfície da peça por precaução (verifique se não danificou a superfície), estando removido a mancha e a superfície inalterada, repita o procedimento nas peças do ambiente que deseja limpar.

– Só retirar a cera protetiva após realização de todos os trabalhos e conclusão de obra, dando assim ao produto maior garantia de proteção mantendo a integridade do produto bem como evitando problemas futuros.

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Seguem instruções para limpeza diária dos porcelanatos polidos e porcelanatos esmaltados polidos:

1. Atenção:

Para limpeza diária de porcelanatos polidos e esmaltados polidos deve-se utilizar produtos de limpeza com pH neutro (pH=7,0). Atualmente no mercado existem produtos de limpeza com alta acidez e alcalinidade que “prometem facilitar
a limpeza”, porém são altamente agressivos, vindo a comprometer e causar danos irreversíveis a superfície dos porcelanatos. (Exemplo: Limpa pedras, ácidos não diluídos, detergente limpeza pesada, etc.). A Incepa recomenda somente
a utilização de detergente neutro pH=7,0 (detergente de lavar louças comum), mais água.

2. Material Necessário:

Vassoura cerdas macias, 2 baldes, rodo, pano, detergente neutro e água.

3. Procedimento de limpeza ( 2 etapas):

– Etapa 1: Inicialmente com uma vassoura de cerdas macias efetue a varrição da área que se deseja limpar, removendo e recolhendo todas as sujidades em forma de partículas soltas que estão sobre o porcelanato.

– Etapa 2: Posterior, é necessário efetuar a lavagem do porcelanato, e para isto a Incepa recomenda a técnica dos 2 baldes que consiste em, no no primeiro balde preparar solução de água e detergente neutro “sempre para imersão
do pano limpo” e no segundo balde disponibilizar água limpa “sempre para imersão do pano sujo”. Como isto funciona?

  • – No primeiro balde:
    – Mergulhe o pano limpo na solução de água e sabão, retire e torça-o levemente, posterior com auxílio de um rodo utilize este pano para distribuir e esfregar a solução em algumas peças
    do piso que se deseja limpar, deixe agir em torno de 2 a 3 minutos. Neste período as sujidades flotam ( se elevam) e desprendem, ficando ao alcance do pano e facilitando a remoção.
  • – No segundo balde:
    – Enquanto a solução aplicada age no porcelanato facilitando a remoção, lave o pano utilizado na água limpa do segundo balde, torça e o utilize para “remoção total da solução aplicada
    (água e sabão) e das sujidades incorporadas a ela”, em seguida seque o porcelanato com um pano seco e limpo.
    – Posterior, lave o pano utilizado para remoção da solução e sujidades no segundo balde (água limpa) e torça-o
    , deixando o pano limpo para “um novo ciclo” que se inicia mergulhando o pano limpo no primeiro balde.

– Comece novo ciclo mergulhando o pano limpo na solução de água e sabão do primeiro balde, retire e torção, e por ai vai… Repita os procedimentos até finalização da área que se deseja limpar.

4. Outros Cuidados:

– Troque frequentemente a água do segundo balde buscando “mantê-la sempre limpa”, ou seja, quando estiver começando a escurecer já é um indicativo para troca. Este cuidado é fundamental para que a técnica dos 2 baldes funcione,
evitando a contaminação da solução do balde 1 e transferência de sujidades para o porcelanato.

– Nunca lave/enxague o pano sujo no balde 1 (solução de água e sabão);

– Caso queira melhorar a secagem do produto e dar um cheirinho de limpeza pode-se adicionar uma pequena quantidade de álcool perfumado ao pano seco;

– Para auxiliar na limpeza de áreas maiores pode ser utilizados carinhos de limpeza (conforme Figura 1).

Atenciosamente,
Departamento de Assistência Técnica
Incepa Revestimentos Cerâmicos Ltda.
Tel. (41) 2105-2500 (opção nº 2)
E-mail: assistencia.incepa@incepa.com.br

1. O que são produtos com as tecnologias GRIP, GRIP PLUS ou ABS?

A Incepa desenvolveu estas tecnologias buscando ofertar ao mercado pisos e porcelanatos que ofereçam maior segurança ao escorregamento, indicados assim para áreas onde se requer resistência ao escorregamento (áreas molhadas, rampas,
escadas em área de uso comum e terraços) em atendimento as Normas ABNT-NBR 13818:1997 anexo N e ABNT NBR 15575-3 “Norma de Desempenho”.

Normalmente estes produtos por ofertarem a segurança devida e exigível por norma (coeficiente de atrito a úmido acima de 0,40) apresentam suas superfícies mais rugosas ou ásperas, sendo sua limpeza dividida em 2 etapas. A primeira
é chamada de Limpeza Pós Obra indicada para remover os resíduos de obra (restos de rejunte, argamassa, gesso, tintas, etc.,) aderidos à superfície do produto. A segunda é conhecida como Limpeza diária e sua finalidade é limpar
o produto das sujidades do dia a dia (poeira, barro, gordura, etc.) evitando assim que venham a aderir na superfície do produto, deixando-o com aspecto de sujo/encardido.

2. Procedimento para Limpeza Pós-Obra:

Material Necessário:

  • Vassoura, rodo, espátula plástica, limpador para cerâmica Quartzolit (não utilizar em porcelanato polido), detergente neutro, thinner ou aguarrás.

Importante:

  • Realizar a limpeza pós-obra somente após cura total do rejunte, (no mínimo após 72 horas do rejuntamento) ou conforme orientação do fabricante.
  • Executar a limpeza pós-obra com muito cuidado, nesta etapa existem resíduos abrasivos soltos ou aderidos na superfície que podem causar danos irreversíveis ao piso ou porcelanato que se deseja limpar.

Passo a passo:

  • Com uma vassoura efetue cuidadosamente a varrição da área que se deseja limpar, removendo os resíduos de obra que estão soltos sobre o produto aplicado;
  • Com uma espátula de plástico “cautelosamente” efetue a remoção de resíduos de gesso, argamassa, rejunte, cimento, etc., aderidos sobre a superfície do produto. Posterior, realize a varrição e coleta destes resíduos. Obs.: Nunca
    utilizar espátula metálica pois irá danificar a superfície do piso ou porcelanato.
  • Caso tenha respingos de tinta a óleo, esmalte sintético, verniz ou similares realizar a remoção com o auxilio de pano ou esponja Scoth Brite (qualquer um dos lados) mais o solvente utilizado para diluição da tinta, como thinner,
    aguarrás, etc. Obs.: Se não tiver respingos de tinta ou similares pular esta etapa.
  • Jogue água em abundância sobre o piso e na sequência aplique o limpador para cerâmicas – Quartzolit na diluição recomendada pelo fabricante, esfregue com o auxilio de uma escova ou vassoura para espalhar a solução.
  • Deixe o produto agir entre 5 a 10 minutos (para a solução agir e facilitar a remoção) e com a vassoura realize novamente a esfregação da área que se deseja limpar.
  • Posterior enxague com água “até remoção total da solução limpadora e dos resíduos aderidos e incorporados a ela”. Obs.:(nunca deixe a solução junto com as sujidades secar sobre o piso ou porcelanato pois poderá danificar a
    superfície do produto).
  • Na sequencia realize a lavagem com água e detergente neutro. (Aplique sobre o piso solução de água e detergente neutro, espalhe com uma vassoura, deixe agir entre 5 a 10 minutos, posterior com vassoura realize esfregação).
    Obs.: Esta etapa irá garantir a retirada da solução limpadora e resíduos que por ventura tenham permanecidos da etapa anterior, como também irá retirar gorduras, óleos, resíduos de material orgânico entre outras sujidades
    presentes na superfície do produto.
  • Para finalizar enxague com água em abundância, retire o excesso de água com um rodo e seque com um pano limpo ou aguarde secar naturalmente.

3. Procedimento para Limpeza Diária:

Material Necessário:

  • Vassoura de cerdas plásticas, escova de cerdas plásticas, detergente neutro, saponáceo ou pasta rosa (pasta Crystal) e rodo.

Passo a Passo:

  • Com o auxílio de uma vassoura efetue a varrição e coleta das partículas soltas que estão sobre o produto;
  • Posterior, com uma mangueira ou balde jogue água na superfície do produto umedecendo a superfície que se deseja limpar;
  • Na sequência jogue detergente neutro sobre a superfície umedecida e realize a esfregação para distribuir o detergente e gerar espuma sobre o produto;
  • Deixe agir entre 5 a 10 minutos (O detergente irá reagir desprendendo as sujidades e facilitando a remoção);
  • Realize a esfregação com a vassoura de cerdas plástica para remoção das sujidades e limpeza do produto;
  • Caso existam áreas com maior impregnação de sujidades e encardimento é recomendado a utilização de saponáceo cremoso ou pasta rosa ( Pasta Crystal), aplicado através de esfregação com o auxílio de uma esponja Scoth Brite ou
    escova de cerdas plásticas. Obs.: Caso não eliminar esta etapa
  • Posterior enxague o produto com água em abundância, removendo por completo a solução de água e sabão e sujidades incorporadas a ela.
  • Retire o excesso de água com auxílio de um rodo e seque a superfície com um pano limpo, ou deixe secar naturalmente.

Observações:

  • Para locais de maior tráfego, ou expostos a maior nível de sujidades, pode-se repetir o procedimento de limpeza pós obra uma ou duas vezes por ano.

Considerações Finais:

  • Nunca utilize ácido fluorídrico e produtos de limpeza que tenham componentes de alta acidez ou alcalinidade em sua composição como limpa pedras, detergente de limpeza pesada, ácidos não diluídos, etc. Estes produtos uma vez
    utilizados irão atacar a superfície esmaltada do produto causando danos irreversíveis ou seja, NA DÚVIDA NÃO UTILIZE e consulte o Departamento de Assistência Técnica Incepa.
  • Determinadas substâncias que por ventura caírem na superfície do piso ou porcelanato aplicado pode gerar manchas específicas. Para remoção destas manchas pode ser realizado a limpeza pontual com os produtos indicados na tabela
    a seguir:
Manchas Geradas Por Produto Recomendado Para Remoção
Ceras, gorduras, óleos, graxas, cerveja, vinho, coca cola Detergente Neutro, CIF, Saponáceo, VIM, Hipoclorito de sódio, Veja Cloro Ativo, Bicarbonato de Sódio, sempre que possíveis associados à água.
Cimento, Rejunte e Gesso Limpador para Cerâmica Quartzolit.
Tinta Solventes (Thinner, Varsol, etc) ou acetona, benzina, álcool, ácido nítrico (no caso de canetas).
Ferrugem (Água Sanitária + saponáceo), acetona, Veja Cloro Ativo, Rust Out Gel fabricante Piso Clean.
Marca de Pneus Aguarrás e similares, saponáceos (pó ou cremoso).
Sangue Água Oxigenada.
Iodo Amoníaco.

Obs.: Antes de realizar a limpeza utilizando os produtos acima leia atentamente as recomendações descritas pelo fabricante nas embalagens. Também em caso de dúvida ou maiores esclarecimentos consultar o Departamento
de Assistência Técnica Incepa.

Atenciosamente,
Departamento de Assistência Técnica
Incepa Revestimentos Cerâmicos Ltda.
Tel. (41) 2105-2500 (opção nº 2)
E-mail: assistencia.incepa@incepa.com.br