Pesquisa da Embraco, em Joinville, apresenta compressor que promete revolucionar os refrigeradores. Design ousado, mais leve e portátil são algumas das mudanças.

Há 10 anos, a Embraco estudava uma maneira de eliminar o uso de óleo lubrificante em seus compressores (um dos principais componentes responsáveis pela geração de frio dentro de um refrigerador). A substância sempre foi motivo de preocupação, porque é prejudicial ao meio ambiente, podendo contaminar o solo e as águas se o produto for descartado de forma incorreta após sua vida útil. Conseguiu.
A empresa é a primeira no mundo a vencer todas as barreiras tecnológicas e lançar um produto que pode ser aplicado em refrigeradores e freezer novos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, na sede da empresa, em Joinville.

Além da ausência do óleo, o compressor consome menos energia, é mais silencioso (aquele ruído que ouvimos vem do compressor) e ajuda a conservar os alimentos por mais tempo porque há menos oscilação de temperatura dentro da geladeira.

O tamanho mais compacto (e 50% mais leve) e a possibilidade de ser colocado em qualquer posição (os atuais apresentam restrição por causa do óleo) também abrem caminho para o desenvolvimento de refrigeradores com design inovador.

– Essa inovação vai permitir o livre pensar da indústria. O refrigerador não será mais um simples retângulo como conhecemos hoje. O compressor é o maior limitador – disse Wagner Luiz Freitas, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Embraco.

Novidade não tem data para chegar ao Brasil
O vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento e Operações da Embraco, Lainor Driessen, afirma que não é possível dizer quando refrigeradores equipados com este compressor estarão disponíveis no Brasil. A empresa também não adiantou valores para o consumidor final. Negociações com clientes nos Estados Unidos, Ásia e Europa estão em curso. Segundo Driessen, a expectativa é obter o retorno do investimento de cerca de US$ 40 milhões em três anos. Ele espera que o produto ocupe uma grande fatia do faturamento global da companhia.

Fonte: Zero Hora.